A sombra dos “cyberpedófilos”

by

A pornografia infantil é a sombra que paira sobre o dia-a-dia digital de crianças e adolescentes, revelando a existência de pessoas mal-intencionadas, os “cyberpedófilos”, e da íntima relação que nossos filhos desenvolvem com os conteúdos proibidos, em grande parte expostos na Internet sem censura.O Ibope/NetRacings constatou que, em fevereiro deste ano, 1,3 milhão de brasileiros de 6 a 11 anos acessaram a Internet. A média de permanência dessas crianças na Rede foi de 9 horas e 53 minutos. Adolescentes entre 12 e 17 anos, 2,4 milhões do total, permaneceram 38 horas e 17 minutos. Isso quer dizer que, enquanto você lê este artigo, milhares de jovens estão ligando o computador para jogar, trocar mensagens instantâneas, acessar fotoblogs e o Orkut, que abriga inúmeras comunidades pedófilas.Em nossa cultura, a preferência sexual por crianças é considerada uma desordem psicológica. A prática da pedofilia é qualificada como crime de Internet e pode ser considerado um ataque de Engenharia Social. A escolha/aproximação de um alvo escolhido, a aclimatação e a conquista da confiança e o desenvolvimento da cumplicidade são algumas práticas características deste tipo de ataque. O perfil do pedófilo é de um sujeito que gosta de contar história, tem paciência e adora se tornar importante na vida das crianças, o que o torna muito perigoso. Tudo pode acontecer: desde a revelação de informações pessoais ao fornecimento de senha para receber uma foto que traz um programa executável que aciona a webcam, e que passará a captar imagens do adolescente na intimidade do seu quarto sem que ele perceba. Assim, o adolescente fica na mão do pedófilo, que passa utilizar de métodos de coação para atingir seus objetivos.O repasse entre amigos, de imagens de sexo com crianças, é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente com pena de até quatro anos de exclusão. Muitas crianças fazem uso do material para satisfazer sua curiosidade, sem saber que essa atitude apresenta riscos. O uso do anonimato dos internautas e a velocidade das informações maximizam esses riscos e transformam a Internet em um paraíso da pedofilia. As leis de crimes da Internet ainda são brandas e parece que a sombra da impunidade paira sobre os atos praticados pelos inúmeros “cyberpedófílos”. Como não há lei que obrigue provedores a abrir o cadastro de clientes, os policiais federais que investigam casos de pedofilias afirmam que procurar um pedófilo na Internet é como procurar agulha no palheiro. A identificação de um computador na Rede é difícil, pois pode mudar no momento em que o computador é ligado.

É importante que os pais tenham ciência de que a pornografia infantil e os pedófilos existem e, assim, deverão ser tratados sem preconceito. Enxergar que a Internet está vulnerável a estas ameaças, e seus filhos aos riscos, também faz parte desse processo e os pais devem participar ativamente da orientação dessas crianças. “Os pais não devem escandalizar nem adotar punições”, adverte Oswaldo Rodrigues Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. Os adolescentes são ágeis para lidar com a informática e, quando privados de navegarem por conteúdos proibidos, acabam por despertar ainda mais suas curiosidades e são capazes de burlar filtros ou proteções implantadas, ou passam a usar o computador de amigos.

Existem muitos sites que buscam auxiliar os pais na proteção de seus filhos contra essas ameaças. Cartilhas com orientações sobre segurança da computação e ética somadas às práticas como: deixar a webcam virada para a parede, instalar o computador em área da casa onde a família circule e ainda observar com quem as crianças conversam online podem ser ferramentas poderosas no combate à pedofilia. A conscientização e orientação continuam sendo as melhores condutas na utilização dos recursos e informações disponíveis na rede mundial de computadores.

Bom, eu, como futuro especialista na área , sempre recomendo a conversa, há pouco vi uma reportagem no Jornal Hoje sobre isso, até por isso resolvi postar sobre, onde mostrava como uma mãe lidava com esse assunto tão delicado, polêmico e perigoso; basicamente o que ela faz é conversar, nada de proibições, como diz a matéria, “navegarem por conteúdos proibidos, acabam por despertar ainda mais suas curiosidades e são capazes de burlar filtros ou proteções implantadas”, isto é, a mesma coisa que você chegar para uma criança e dizer para ela não comer aquela barra de chocolate, portanto, a saída não é simplesmente falar que está errado e não pode, devemos mostrar os riscos e os “por ques”, como disse há pouco, este assunto é bem mais perigoso do que parece, a internet atualmente está ainda num momento muito delicado e fragilizado.

Enfim, a orientação é sempre o melhor caminho; não estou querendo ensinar nenhum pai ou nenhuma mãe como deve criar seus filhos, mas o fato é que esses perigos estão àpenas alguns cliques, e devemos estar atentos, repito novamente, é muito mais perigoso do que parece!

Fonte: Modulo Security

2 Respostas to “A sombra dos “cyberpedófilos””

  1. Cássio Says:

    Isso é verdade, o negócio é conversar, se é proibido ou inadequado deve ter um motivo. A melhor segurança que vai sempre existir é nós termos conciência do que podemos acessar e onde clicar. Pode desenvolver o software que for que sempre vai existir um meio de burlar, seja descobrindo uma falha do sistema ou utilizando de engenharia social =)

  2. Emily-SemQuererSaiu Says:

    cássio falou bonito!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: