Droga virtual vira mania de jovens na internet

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Há alguns dias fiquei sabendo pelo MenteInsana sobre a existência de um software que promete “substituir” a famosa droga… é… droga… ele promete causar os mesmos efeitos alucinógenos que as drogas convencionais… bom, testei e para mim não teve efeito algum… mas o que acabei de ler e me espantou, foi a repercusão que a tal droga está tendo; segue a notícia, vale a pena perder algum tempo lendo, principalmente se você já é um usuário

“Escutei maconha e LSD.” A frase pode soar estranha, mas é comum entre os usuários do I-doser, site que promete simular efeitos de drogas e gerar vários tipos de sensações por meio de sons. O uso das doses virou mania entre os internautas brasileiros. Só no site de relacionamentos Orkut, as duas maiores comunidades sobre o tema já somam quase 33 mil pessoas, a maioria de jovens de até 20 anos.
Apesar da promessa tentadora de poder usar todas as drogas e experimentar sensações de prazer extremo sem nenhum efeito colateral, especialistas alertam que não há comprovação científica na proposta. “É impossível um som reproduzir o efeito químico de uma droga”, afirma o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Segundo ele, o que pode ocorrer é “auto-sugestão”. Isso quer dizer que o ouvinte da “dose” pode sentir efeitos semelhantes ao das drogas apenas porque quer acreditar nisso.
O site é não é ilegal, porque vende apenas sons. São mais de 170 “doses” com preços que variam entre R$ 5,50 e R$ 400. Algumas são bem curiosas, como a “masoquista”, que promete gerar dor, ou a “fora do corpo”, auto-explicativa. Também há como baixar as doses clandestinamente, em sites piratas –o que é considerado ilegal.
Bineurais
Os criadores do site empregam a técnica “binaural beats” (batidas bineurais, em inglês), descoberta pelo físico alemão Heinrich Dove em 1839. A tese afirma que caso duas freqüências semelhantes, mas não iguais, sejam reproduzidas em cada um dos ouvidos, haverá estímulos auditivos ao cérebro. Essas batidas são utilizadas, por exemplo, em sessões de meditação e até em algumas músicas.
Na década de 70 foi descoberto que elas poderiam diagnosticar o mal de Parkinson, já que a maioria dos que sofrem do problema não consegue perceber as batidas.
Para Erick Itakura, psicólogo e pesquisador do NPPI (Núcleo de Pesquisas em Psicologia e Informática) da PUC-SP, é comum que os jovens busquem um estado alterado de consciência. “Isso ocorre desde que o mundo é mundo. A diferença do I-doser é que ele oferece isso sem o risco do vício, sem a ingestão da substância”, compara. Itakura diz que os riscos do uso do programa não vão além de uma lesão auditiva caso o som estiver muito alto.
O que pode ocorrer, não só com o I-doser mas com vários programas, jogos e a própria internet, é que o usuário que já tenha alguma pré-disposição desenvolva uma compulsão pela ferramenta. O NPPI oferece orientação psicológica gratuita via e-mail (nppi@pucsp.br) para quem apresenta dificuldades devido ao uso da informática, como vício ou fobia.
Fonte: Folha Online

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